quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Como as vacas viram bife

 

Não é difícil imaginar por que a indústria da carne não deixa nem o mais entusiasta dos carnívoros chegar perto de seus matadouros. Até mesmo nos matadouros onde o gado morre rapidamente, é dificil imaginar um dia sem que vários animais (dezenas, centenas?) sejam mortos de maneira horripilante.

Num matadouro típico, o gado é conduzido por uma rampa até um receptáculo cilíndrico por onde sua cabeça vai se encaixar. O funcionário encarregado de abater, ou chamado “batedor”, atira com uma pistola pneumática entre os olhos da vaca. Um parafuso de aço penetra o crânio do animal normalmente levando-o à inconsciência ou à morte. Às vezes o tiro só atordoa o animal, que permanece consciente ou mais tarde acorda enquanto está sendo “processado”. Vamos ao que interessa aqui: os animais são sangrados, pelados e esquartejads enquanto conscientes. Isso acontece o tempo todo. A combinação velocidade de linha de produção, que aumentou 800% nos últimos 100 anos, e o pouco treinamento dos funcionários, que trabalham sob péssimas condições, é garantia de erros.

Em 12 segundos ou menos, a vaca que recebeu o tiro de pistola vai para o final da rampa e chega até o próximo funcionário, que vai amarrar uma corrente em volta das pernas traseiras e assim levantar o animal, deixando-o pendurado. Ele é agora mecanicamente transportado até o próximo funcionário, que corta as artérias da carótida e a veia jugular no pescoço da vaca. Ela é transportada novamente até a linha de sangramento, onde seu sangue será drenado por vários minutos.

Cortar o fluxo de sangue que irriga o cérebro do animal vai matá-lo, mas não instantâneamente. Se a incisão for feita de forma errada, isso pode restringir o fluxo de sangue, prolongando ainda mais o estado consciente do animal. “Eles piscam os olhos e esticam o pescoço de um lado pro outro, desesperados”, explicou um funcionário.

A vaca então é transportada pela linha até o “pelador de cabeças” - a parada onde a pele da cabeça do animal é arrancada. A porcentagem de gado ainda consciente nesse estágio é baixa, mas não é zero. Um dos funcionários acostumados com esse procedimento explicou: “Muitas vezes o “pelador” percebe que o animal ainda está consciente e começa a chutar enlouquecidamente. Se isso acontece, o pelador enfia uma faca na parte de trás da cabeça do bicho pra cortar a espinha”.

Essa prática, descobriu-se, imobiliza o animal, mas não o torna insensível. Não dá pra saber quantos animais passam por isso porque ninguém tem permissão de investigar isso a fundo.

Depois do pelador-de cabeças, a carcaça (a vaca) passa pelos encarregados das pernas, que são os funcionários que cortam as partes inferiores das pernas do animal. “Já os animais que voltam à vida nessa parte do processo”, disse um dos funcionários, “parece até que eles tentam escalar as paredes. E um funcionário não vai querer esperar até que chegue alguém lá pra tentar matá-los, então ele simplesmente corta a ponta das pernas com um tesourão. Quando se faz isso, o gado fica maluco, chutando pra todos os lados”.

O animal então é completamente pelado, eviscerado e cortado ao meio, e a essas alturas ele finalmente já está parecido com o bife - aquele que a gente vê pendurado na geladeiras e freezers, assustadoramente imóvel.

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O original desse texto, assinado por Jonathan Safran Foer, foi publicado hoje no periódico britânico The Guardian. O título, em inglês, é "How cows become beef"

Foer é o autor do best seller "Comer Animais".

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Fonte: BRAZIL NUT

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Bons motivos para ser vegetariano ! fuits               

Para sua saúde
Gorduras animais favorecem o câncer, as doenças cardiovasculares, a obesidade, a diabete etc.
Carne industrializada contém, freqüentemente, resíduos perigosos de pesticidas, antibióticos e hormônios.
Na carne, as substâncias nocivas estão, em média, 14 vezes mais concentradas do que nos alimentos vegetais.

Para os animais
O sofrimento nos matadouros é tão inimaginável quanto a angústia dos peixes que sofrem uma morte cruel por asfixia.
A grande procura pela carne mais barata possível, causa sistemas cada vez mais cruéis de criação dos animais.

Para o meio ambiente
Os dejetos da criação em massa são os principais responsáveis pela poluição de lagos e lençóis freáticos por nitrato.
Metade da poluição das águas causada pelo homem vem da criação de animais. O consumo de água para a produção de carne é muito maior do que o consumo para a produção de cereais.
O amoníaco dos dejetos animais contribui muito para a formação da chuva ácida.
O prolongamento da corrente alimentar por meio do animal (carne) necessita muito mais terra do que a produção direta de alimentos vegetais.

Para o terceiro mundo
Enquanto nos países mais pobres, milhares de crianças morrem diariamente de fome, esses mesmos países exportam cereais e soja para alimentar animais de abate nos países industrializados.

Cada vez mais pessoas decidem adotar a alimentação vegetariana e assumem desta forma a responsabilidade pelas suas ações.
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Fonte: SVV, Schweizerische Vereinigung für Vegetarismus, Sennwald, Suíça.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Queijo vegetal e hamburgueres em pó

A empresa Quebra-Cabeça de Florianópolis, SC, vende on line e entrega em todo o país alguns produtos bem interessantes.
São Bifes vegetais e hamburgueres de aveia, de amaranto e quinua, todos com vários sabores e em pó, o que facilita o armazenamento e durabilidade do produto.
E agora estão com uma novidade no mercado; mandiokeijo, um queijo vegetal feito à base de mandioca, mandioquinha e feijão, também em pó.

Segundo o site da empresa o mandiokeijo é ótimo para pizzas, lazanhas e outros pratos. Não experimentei os produtos ainda, mas assim que experimentar postarei minha opinião sobre eles.

Clique na imagem e viste o site.

mandiokeijo

Eles também mantem um blog bem interessante com receitas, vídeos e outras informações.

Acesse:  QUEBRA CABEÇA

Muito importante esses tipos de iniciativas e merecem divulgação.

ATIVEG 2012 –    Faça sua parte.

Entre em contato e saiba como.

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Escolhas

Todos os dias e a todo instante estamos fazendo escolhas, escolhemos a roupa que vamos vestir, escolhemos o caminho que vamos ir para o trabalho.
Escolhemos nossos amigos, escolhemos que música queremos ouvir.
Enfim, nossa vida é feita de escolhas e isso é muito importante.
Mas todas escolhas tem uma consequencia, seja pequenas ou grandes, seja imediatas ou a longo prazo, mas toda tem.
E com relação ao que comemos não é diferente, salvo quando somos bebês e não temos condições de fazer escolhas ainda.
Hoje em dia, mais do que nunca se fala muito em alimentação saudável, orgânicos e tudo o mais relacionado ao assunto, pois bem, é nesse ponto que quero chegar.
Temos à nossa disposição hoje muito mais informações do que tiveram nossos pais e isso é uma vantagem muito grande, pois podemos analisar melhor as consequencias de esolhas erradas que outras pessoas fizeram e não precisamos escolher o errado.
Podemos estudar pesquisas feitas, assistir videos e documentários que nos mostrarão que uma escolha pela modo de vida vegetariano ou vegano é a melhor escolha a ser feita.
Você não deve aderir porque seu amigo te falou, ou porque acha bacana ou pior ainda, porque acha que está na moda.
Não. Não é assim que funciona.

Você tem de entender e aceitar alguns princípios como corretos e depois se decidir:
Primeiro: Animais não humanos não são alimentos, eles sentem dor quando feridos, eles tem uma cida como você. Naõ faz sentido um animal sofrer apenas para que os humanos satisfaçam um prazer alimentício.
Segundo: Comer carne é um costume que pode ser mudado, mesmo não parecendo tão fácil a princípio.
Terceiro: Tudo que nosso corpo precisa para ser saudável, podemos tirar da natureza, é claro que de uma maneira equilibrada.
Quarto: A maioria das doenças que assolam a humanidade hoje, tem o início no modo errado de alimentação, principalmente no consumo exagerado de carnes. Se você conversar com qualquer nutricionista, ele confirmará isso.

Existem escolhas que fazemos e que chega em um determinado ponto em que ficamos sem condições de fazermos escolhas.
Exemplo disso são pessoas que passam a vida toda se alimentando mal e quando adquirem um problema de saúde, o médido chega para elas e simplesmente as proíbem de continuarem a comer carne. É muito comum isso.
Ou seja, se tivessem feito boas escolhas evitariam esse desconforto.
Fiz minha opção pelo vegetarianismo em 2008, já com 43 anos, e apesar de nunca ser tarde para se começar, penso que teria sido muito melhor se tivesse feito essa escolha quandoa rinda era jovem. Teria poupado a vida de muitos animais e teria tido uma vida mais saudável.

escolha

Não está na hora de pensar em ser vegetariano???
Pense nisso. Faça a escolha certa.